fbpx
Av. Água Branca, 988. Bairro Água Branca . Contagem
31 3010.0300

Você sabia que Minas Gerais está enfrentando um surto de uma doença até então pouco conhecida: a síndrome do mão-pé-boca?

Provocada pelo vírus Coxsackie, ela é altamente contagiosa e afeta principalmente crianças menores de 5 anos.

A síndrome mão-pé-boca é facilmente confundida com outras doenças, o que pode dificultar o diagnóstico. Ela provoca feridas e bolhas nessas partes do corpo, sendo que na região da boca ela também afeta a garganta e o pescoço.

Apesar de parecer assustadora, a doença tem evolução autolimitada, o que significa que tem um período certo de duração, que varia de 4 a 6 dias.

Mas como o vírus é transmitido?

O vírus Coxsackie pode ser transmitido por mãos sujas ou alimentos mal lavados ou mal cozidos que tiveram contato com fezes contaminadas.

Uma outra forma de transmissão é através dos perdigotos, gotículas espalhadas durante a tosse, ou espirro. Além disso, o contato com saliva contaminada ou bolhar estouradas também pode ocasionar a transmissão. Vale destacar que esta síndrome, como outras viroses, acaba ganhando mais força com a chegada do outono e inverno.

Os sintomas mais comuns são febre, embora alguns casos podem vir sem febre. Aftas dolorosas e gânglios aumentados no pescoço também podem ser notados no paciente. Posteriormente começam a aparecer bolhas não pruriginosas e não dolorosas, de cor acinzentada com base avermelhada.

Essas lesões podem aparecer também na área da fralda (coxas e nádegas) e eventualmente podem coçar. Em geral, regridem juntamente com a febre, entre cinco e sete dias, mas as bolhas na boca podem permanecer até quatro semanas. É comum também dores de cabeça e acentuada.

O tratamento da síndrome mão-pé-boca é sintomático e deve incluir todas as medidas utilizadas no tratamento de outras viroses:

  • repouso
  • alimentação leve e ingestão aumentada de líquidos
  • bochechar com água e sal ajuda a aliviar a dor da boca

Como o quadro clínico é autolimitado e melhora espontaneamente com as defesas do organismo, o ideal é acompanhar os sintomas de perto e aguardar. A febre pode ser controlada pelos antitérmicos e se as lesões da boca comprometem muito a ingesta de líquidos pode ser necessária hidratação endovenosa. Medicamentos antiinflamatórios e antivirais podem ser utilizados, mas são de pequena efetividade. Pode-se usar também antipruriginosos, se necessário.

Agora o importante é redobrar os cuidados, principalmente com as crianças menores de 5 anos, pois estas compõem o grupo focal da doença.

Deixe seu comentário.